sexta-feira, setembro 03, 2010

O maestro

O Brasil do excepcional treinador argentino Rubén Magnano terá a chance de ser grande terça-feira no jogo das oitavas-de-final contra a Argentina. Grande como foi ontem na belísisma vitória sobre  a Croácia, magistralmente conduzida por Magnano. Por que valorizar tanto um treinador, não são os jogadores que ganham jogos? O caso é que Magnano é um maestro na escolha do quinteto titular (Huertas, Alex, Leandrinho, Splitter e Varejão) e nas substituições ao longo de todo o jogo. Incrível sua leitura de jogo e como não deixa um jogador que começa a fazer besteiras abusar disso, logo sacando-o da quadra. Perfeita também a sua autilização do nosso habitual cestinha, Marcelinho Machado. Machado fica em quadra o tempo suficiente para fazer seus 15, 18 pontos de arremessos em geral de 3 pontos e logo é sacado, pois Magnano sabe que ele só é bom no chute, não sabe conduzir a bola, muito menos armar jogadas e também não tem o físico avantajado de um Alex para suportar muito tempo de entrega na marcação. E Magnano não é tolo como Lula, aquele treinador que deixava o Machado o tempo todo em quadra.
Falando em Alex, deve ser o jogador que fica mais em quadra pois sua raça, preparo físico, força, poder de penetração e equilíbrio (dificilmente o vemos perdendo bolas bobas ou inventando) o tornam quase um intocável nessa seleção. Quanto a Leandrinho, deve ter tomado uma dura do treinador: ontem deixou de tentar arremessos de longe (nunca foram seu forte) e tentar armar e concentrou-se no que tem de melhor: a marcação e as penetrações. Marcelinho Huertas? É outro que deve parar de inventar e apenas armar e procurar dar suas assistências, pois toda vez que tenta penetrar e lança a bola com uma mão só, ela dá aro, mas podem apostar que o Bigode lá do banco vai enquadrá-lo.
Splitter? No nível e cérebro de Alex, joga o seu jogo, de luta nos garrafão defensivo e eficiência no ofensivo. Falta Varejão, que é um monstro no garrafão defensivo (12 rebotes contra os croatas) mas incapaz de acertar uma bandeja no ofensivo. Sim, Splitter é o pivô mais ofensivo mas o Anderson não podia ter uma mãozinha um pouquinho menos torta na hora do arremesso? Fazer só 2 pontinhos num jogo em que o Brasil massacrou ontem não é um pouco negativo demais?
Tudo isso tem o dedo, podem apostar do campeão olímpico e vice-mundial com a Argentina, Magnano.
Que venham Scola (monstro, tem feito quase 30 pontos por jogo nesse Mundial), o excepcional Delfino e talvez o poderoso Oberto (recupera-se de uma gastroenterite). Vai ser duro demais mas podemos ganhar, porque o maestro trabalha em nosso banco.
Varejão, muito bem acompanhado pelas cheerleaders turcas

Um comentário:

  1. Parabens pelas excelentes análises.
    Abs,
    Adilho

    ResponderExcluir