sexta-feira, setembro 16, 2005


Universidade mais esporte
Por que não no Brasil?

Aconteceu no último Troféu José Finkel, em Santos (SP). Mais uma promessa da natação brasileira, Lucas Salatta, 18 anos, fera do nado costas, atleta do Pinheiros, foi convencido a ir treinar nos Estados Unidos. Frente à chiadeira do seu clube, ele respondeu com a verdade pura e simples: “lá vou poder estudar e treinar com tranqüilidade”. Dá para discordar dele? Nos EUA a maioria dos atletas de alto nível treinam, estudam e vivem no mesmo lugar: a universidade. Ali eles têm uma bolsa de estudos para cursarem a carreira que desejarem, ótimos equipamentos e ambientes esportivos para treinarem, grandes treinadores e ainda podem morar em confortáveis alojamentos. E ainda tem a boa alimentação dos restaurantes universitários. Quer dizer, os atletas têm tudo para se dedicarem muito às suas modalidades.

Como é no Brasil? Nossa tradição é de clubes, neles estão nossos melhores atletas, com raríssimas exceções. O que acontece então com um nadador, por exemplo? Nos grandes centros desse esporte – São Paulo, Rio e Belo Horizonte – o cara ou a moça treina num clube, estuda em uma escola ou faculdade e mora em outro lugar. Isso significa horas de stress no trânsito (de carro ou pior ainda, no ônibus), tempo perdido e desgaste físico e emocional pela falta de uma estrutura esportiva adequada. Certo que alguns clubes como o Pinheiros alugam apartamentos para seus atletas em área próxima do clube, mas isso ainda não é o ideal. Porque o Brasil ainda não tem um modelo esportivo como têm os americanos, cubanos, russos, espanhóis, chineses etc etc.

Quando as universidades particulares brasileiras vão investir no esporte de verdade? Fazer competições-farras anuais como Jogos Jurídicos, Juca e outros eventos não vai elevar nível esportivo nenhum, é só festa, com muito sexo e bebedeira (tudo a ver com o esporte né?).
Quando as universidades públicas vão utilizar melhor nosso dinheiro (são sustentadas com nossos impostos!) e direcionar para belos trabalhos esportivos? A Universidade de São Paulo, a USP, por exemplo, tem um enorme centro esportivo que praticamente só é utilizado por seus alunos. Por que não investir nos esportes de ponta? Por que a USP só ganha dinheiro com o esporte quando aluga seus campos de futebol para eventos como a Copa Nike? Não tem ninguém ali com um pouquinho de idéias e idealismo para pensar o esporte olímpico? Pior é quando vemos o ridículo estado de sua pista de atletismo, sem o piso emborrachado original há pelo menos mais de vinte anos. Mas como vamos levar a sério uma universidade em que sua Faculdade de Educação Física aluga suas instalações, como a piscina e sala de musculação, para clubes profissionais de vôlei?

Uma das poucas universidades do país que investe bem no esporte é a gaúcha Ulbra. Eles até criaram uma empresa para faturar com seus times de vôlei e futsal masculino, tamanho o sucesso de suas empreitadas, que renderam títulos brasileiros e internacionais. O lucro é reinvestido na formação de atletas.

Será tão difícil fazer o que a Ulbra faz? Ou as universidades só pensam em inventar mais e mais cursos e faturar com o aumento de número de alunos e dos lucros com suas mensalidades abusivas?

E depois vem um clube reclamar de um atleta que quer ir morar, treinar e viver bem nos EUA. Lembro da moradia de grandes nomes do atletismo brasileiro, o alojamento ao lado da pista e do ginásio do Ibirapuera e dá raiva e pena. O pessoal mora em cubículos frios, com pouquíssima luz natural, com uns vitrozinhos minúsculos, não tem janelas!Pode ir embora, Lucas, está mais que certo.

4 comentários:

  1. Tem q ser do Pinheiros neh!? Hahahah... cm eu sô idiota!! Mas tô passando msm só marca presença... Bjaum!

    Bia

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  3. ATUALIZAAA..!!
    Hahaha, adivinha... é a Bia, claro!

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