domingo, maio 03, 2009

Barcelona: O mais belo da história


O que eles fazem é muito mais que futebol. É arte. Todas juntas. Uma arte que brilha tanto coletivamente como individualmente. A arte que está na genética e alma do Barcelona, esse clube que sempre foi um monumento ao futebol jogado com beleza e alma a partir de sua marca maior: o toque de bola. O toque que antes brilhara ao máximo nos anos do holandês Cruyjff – como jogador e depois treinador, comandando os geniais Stoichkov e Romário; e um pouco quando Ronaldinho Gaúcho, bem ajudado por Deco, jogou com coração, e não com a vaidade que está acabando com sua carreira. Pois esse Barcelona de hoje, do corajoso treinador Pep Guardiola, ex-líbero de fino trato, supera bastante os anteriores pois já vem jogando dessa forma há quase uma temporada inteira. Jogando como se cada partida fosse um show inesquecível aos seus torcedores (não deveriam pensar assim os amantes do futebol?).
A arte começa com esse baixinho épico, Xavi. Verdadeiro homem-esquadra, que empurra seu time à frente com passes maravilhosos só capazes por craques visionários que ele é. E Xavi ainda tem uma vontade imparável, que o leva a roubar bolas e armar contra-ataques mortais, como no terceiro gol do Barca frente o Real (ah, foi a 6 a 2, em plena Madrid, contra um Real que vencera 17 das suas últimas 18 partidas...). A arte que prossegue em outro poeta do passe, Iniesta. Quando Xavi ou Iniesta tem a bola no meio-campo ou perto da intermediária inimiga, logo criarão passes perfeitos e rápidos, além de triangulações envolventes, que deixarão os infernais solistas e cantores do gol, Messi, Henri e Eto´o na cara do gol. E esse trio é implacável. E sabe servir um ao outro com rara solidariedade em super-craques. E preciso falar da genialidade e multiplicação em campo desse monstruoso Lionel Messi?
Há muitos e muitos anos um time não jogava com tanta beleza, arte e fúria goleadora. Uma fúria única e original como um trator passando por cima das terras adversárias com a leveza de grupo de ballet e velocidade de vídeo-game. Com a grandeza de todas as artes - poesia, música, ballet, pintura, escultura, cinema etc - juntas. Ou não é uma pintura cada trama e gol do Barça? Ou não é poesia o jeito esmerado e refinado com que eles tocam e batem na bola? Ou não é um teatro romântico a conversa que eles fazem com os pés e seus passes que aproximam os barcelonistas e iludem os rivais? Ou não é uma escultura sagrada em homenagem ao futebol arte o conjunto da obra dessa equipe a cada recital como esse 6 a 2? Ou não é um show de música, perceber tantas peças trabalhando-brilhando juntas com emoção e habilidade, vontade e amor? Ou não é um filme épico a temporada 2008/09 deste Barça insquecível?
Pensava que nunca mais iria ver um futebol tão belo como o do Flamengo de Leandro, Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Nunes e cia; o Brasil de Telê, Cerezzo, Falcão, Sócrates, Zico, Éder e outros craques da Copa de 82 ou o São Paulo de Telê, Leonardo, Cerezzo, Cafu, Palhinha, Muller e Raí. Mas o que o Barcelona de Xavi, Iniesta, Messi, Henri e Eto´o anda fazendo o coloca definitivamente no rol das mais belas equipes da história.
Acompanhem os gols e entendam como este Barcelona é uma homenagem viva à magia e fantasia de um futebol que parecia não existir mais.

PS - Pena que tenhamos que fazer malabarismos para assisti-lo no Campeonato Espanhol (não passa nos canais normais da ESPN, que passa todos os outros jogos desse certame, e os do Barca, deixa para seu caríssimo canal na Sky, vai entender...). Mas quem quiser ver o Barça na reta final do Espanhol, é só acessar o link abaixo:

http://www.eugeniosvirtual.com/televirtual/jogos_vivo.html

sexta-feira, maio 01, 2009

15 anos sem o herói maior


“Senna era um cara especial porque tinha uma verdadeira preocupação em transmitir valores e idéias que foi forjando a partir de um universo besta e, na real, minúsculo e irrelevante, como é a F-1. É uma capacidade
admirável, essa de extrair das corridas lições e ensinamentos que valham alguma coisa fora de um autódromo.
Revi Ayrton meio por acaso e de passagem na tevê, eu estava almoçando com um olho, ajudando meu filho mais velho a fazer a lição com outro e... Ayrton dava um depoimento não sei bem com qual propósito, mas pesquei uma ou outra palavra, amor, trabalho, dedicação, luta, vencedor, e ele não falava de F-1, mas da vida. Pastores e picaretas que ganham dinheiro com auto-ajuda dizem coisas parecidas na tevê, mas,num certo momento, meu olhar cruzou com o dele na tevê, e naqueles olhos vi sinceridade e franqueza.
Ele não precisava falar isso, mas falava.”
(Flávio Gomes, Lance!, 23/10/03, citado no livro Heróis do Esporte, Heróis da Vida)

Em 1º de maio de 1994, o Brasil e o Mundo não perderam apenas um piloto e ídolo da F-1. Perderam um herói legítimo, aquele capaz de proezas extraordinárias nas pistas ao mesmo tempo em que, fora delas, demonstrava os mais nobres valores. Valores não só do super-campeão que ultrapassava todos os limites como piloto, mas de sua postura rara de ídolo que procurava ensinar algo belo ao brasileiro comum. Algo como o seu apreço à perseverança, trabalho incansável, metas bem definidas, humildade no trato com as pessoas (nunca, por exemplo, um piloto foi tão querido pelos mecânicos de uma equipe de F-1, que Senna tratava como companheiros) e, algo raro, o amor não apenas ao seu país e bandeira, mas ao seu povo. O povo brasileiro que ele ajudava (hospitais, instituições) sem propagandear, sem faturar em cima com um bom-mocismo marketeiro comum em outras grandes estrelas. Essa brasilidade verdadeira (e não só de Copa do Mundo e Carnaval) de Ayrton Senna da Silva era tão forte que, meses antes de morrer, revelou a irmã, Viviane, o desejo de fazer algo maior pelas nossas crianças e jovens.
Aquela fatídica curva de Ímola interrompeu seu sonho. Mas Viviane, uma legítima guerreira do clã dos Sennas, seis meses depois, em novembro de 1994, lançou o Instituto Ayrton Senna, que hoje é a entidade não governamental que mais atende crianças em todo o país, dando uma formação educacional, esportiva, artística e cultural a milhões de meninos e meninas nos 26 estados do país.
Hoje, 15 anos depois de sua morte, mesmo em um país sem muito apreço a memória como o nosso, Ayrton Senna ainda é o herói maior dos jovens brasileiros, à frente de Kaká e Felipe Massa, como mostra uma recente pesquisa do Ibope com jovens de 15 a 19 anos. Um herói porque Senna nunca foi apenas um gênio do esporte. Sua última atitude como o raro ser humano que foi o mundo não pôde conhecer. Descobri isso apenas ontem, na ótima coluna de Flávio Gomes, no jornal Lance. Junto ao corpo sem vida do brasileiro no autódromo de Ímola, descobriram em seu macacão de piloto uma bandeira dobradinha. Do Brasil? Não, da Áustria. Senna queria homenagear o austríaco que perdera a vida nos treinos para a corrida de Ímola e o abalara demais. Tanto que Senna pensou em não correr. Mas o destino o levaria embora, não dos corações que nunca o esqueceram ou que aprenderam a amá-lo mesmo sem viverem em sua época.
Alguns jovens que descobriram Senna depois de sua morte, ou que eram muito novos na época do acidente, coloquei em meu livro, Heróis do Esporte, Heróis da Vida. Quem quiser ler seus depoimentos sobre o valor de Senna, que estão na introdução do livro (“Um herói brasileiro”), clique no link abaixo, que também permite ver o índice e prefácio do livro.
http://tinyurl.com/d2gyu9
Quem quiser conhecer um pouco mais de Senna por ele mesmo, pode entrar em outro link, um especial do site Terra que resgatou frases históricas do herói:
http://tinyurl.com/cdf5rv

quinta-feira, abril 30, 2009

Polaroid


(Os anos inocentes. Ju, Lu, Bi. Um velho roqueiro tira a foto. Morumbi, 2007. Aerosmith)
Nesses tempos de máquinas digitais, lembrar da velha Polaroid, aquele trambolho que tirava fotos e imprimia as imagens na hora, em papel, pode parecer algo ultrapassado demais. Só que nada é ultrapassado quando há charme e beleza envolvidos. Algum nerd maluco fascinado por aquelas maquinas antigas criou um programa em que podemos transformar nossos fotos (que estão no computador) em polaroides. E tudo isso num click só. É escolher a foto, arrastar com o mouse e jogar na polaroid do PC. A preciosidade pode ser baixada e usada no site http://www.poladroid.net
A imagem que ilustra esse post foi criada com esse brinquedo. O passado parece ficar ainda mais bonito.

segunda-feira, abril 27, 2009

Gênio


Uma matada de super craque e a conclusão assassina, rápida e certeira feito matador em duelo.
O drible inesperado, de novo de super craque. A conclusão com uma técnica, habilidade e coragem dos gênios. O Ronaldo do Corinthians se reinventou. Não é mais aquele atacante explosivo, mas continua espetacularmente decisivo e implacável. O novo Ronaldo, o mestre das ressuscitações, parece cada vez mais com o bom e velho baixinho, o Romário da Copa de 94.
A camisa 9 da seleção terá um velho e genial dono.
PS - O Paulistão acabou. Que o Santos tenha pelo menos a dignidade de impedir o título invicto do Corinthians, porque aguentar a gambazada vai ser dose!

quinta-feira, abril 23, 2009

O israelense que pediu perdão


O documentário Valsa com Bashir é o “mea culpa” de um soldado israelense sobre as atrocidades cometidos por Israel e seus aliados na invasão do Líbano, nos anos 80. Feito em uma original animação, o doc. é um testemunho chocante dessa guerra e dos massacres cometidos contra refugiados palestinos civis. A história é tão chocante que o doc. nasceu da necessidade do soldado de tentar lembrar dessa matança, que ele tinha esquecido, traumatizado por tanto horror que protagonizou ou testemunhou. Filme essencial para quem deseja conhecer a falta de limites e decência dessa e de qualquer guerra.

segunda-feira, abril 20, 2009

O rei do perde-perde


Primeiro a "análise twitter", curta e grossa:
Muricy é incapaz de ganhar um mata-mata.
Muricy não sabe fazer seu time pressionar o adversário, muito menos armar jogadas ofensivas que não sejam o balão na área.
Muricy foi infantil ao apontar o São Paulo na final antes de passar pelo Corinthians. Qualquer imbecil sabe que isso motiva o adversário, demais.
O diretor Leco foi um imbecil, pra variar, ao dizer que Ronaldo era um ex-jogador. Deu no que deu. O gordinho virou até velocista e acabou com a gente.
Muricy acabou com Hernanes ao dar-lhe a 10 e avançá-lo de posição.
Hernanes, com a 10, pensa que é Zidane. Nessa posição, não engraxa nem a chuteira do grande Danilo, aquele monstro, fera do tri da Libertadores, que a "sábia" Torcida Independente expulsou do Morumbi.
Miranda é uma grande farsa. Toda decisão ele falha feio. Assim foi nas duas últimas Libertadores. Assim foi ontem, quando em cima dele os alvinegros brincaram de linha de passe no primeiro gol. Zagueiro que se acha craque nunca deu certo em decisão.
Mata-mata pede alma, o que os pontos corridos não exigem tanto.
Dos 3 atacantes ontem, só Washington lutou muito. Borges ficou naquela cabeçada na trave e Dagoberto... bom, Dagoberto voltou a ser Dagoberto...
Ainda nos atacantes, ridículo e com preço alto demais o ciuminho de Washington com Borges e vice-versa. Um simplesmente não passa para o outro quando o outro está livre e em melhores condições.
Ronaldo é Ronaldo. Decidiu.
O Corinthians foi Corinthians, contra um São Paulo que não é São Paulo faz tempo.
A Independente erra até quando acerta. Bonito cantar o nome do time ao final do jogo. Bonito e estúpido, porque torcida que se preza não bate palmas pra time que faz papelão. Torcida que se preza cobra!!! Pede um camisa 10 de verdade! Pede mais raça! Pede mais inteligência!
Não dá para perder na corrida do Ronaldo, né, Rodrigo?!
Pobre mestre Telê, o qu fizeram do futebol de arte e amor que você semeou...

Tá certo que somos agradecidos pelo tri-brasileiro, mas falemos a verdade. Não adianta. Sãopaulino que se preze (e que preze o futebol bem jogado) é viúvo. Não tem títulos brasileiros seguidos que apaguem a última vez em que jogamos bola de verdade, para a frente e com arte. Somos viúvos da última equipe que honrou mesmo as nossas tradições de belo futebol temperado com garra: o São Paulo de Paulo Autuori campeão da Libertadores e do Mundo em 2005.
Os anos Muricy são do tri brasileiro conquistado de forma pragmática, fria e calculista; ou alguém aqui consegue lembrar de um show tricolor nos últimos três anos??? Ontem nosso treinador - o rei do perde-perde nos mata-matas - mostrou de novo como é incapaz de planejar uma estratégia para apenas 2 jogos. Justo ele que disse que "time com 3 atacantes é bom só pra adversário", apostou em 3 atacantes contra o Corinthians e se deu mal. Tá, poderia ser uma boa, mas Muricy já devia saber que Dagoberto simplesmente é incapaz de jogar bem quando entra de titular. O cara só resolve - e de vez em quando... - quando entra no segundo tempo e apronta sua correria habitual. Ontem foi o velho Dagoberto de sempre, uma inutilidade. Como inútil foi Borges, outro incapaz em decisões. Tão incapaz que impediu um gol de Washington ao tentar chutar a bola que estava nos pés do artilheiro mais eficiente que ele. Bom, mais eficiente em outros jogos, não ontem, quando Washington fez o tricolor ter saudades de novo do cara que realmente se matava pelo São Paulo, Aloísio.
Voltando a Muricy, qual é a desculpa agora? O cara montou o time que ele quis esse ano e me apanha duas vezes seguidas do Corinthians? E ainda descansou os titulares (poupando-os da Libertadores) pro papelão de ontem! "Ah, ele não ganhou o camisa 10, o meia que arma a equipe"... Só que tinha um tal de Junior no elenco, e simplesment foi incapaz de perceber que Junior e seus passes maravilhosos poderia ser um belo camisa 10, como está sendo no Atlético Mineiro.
Falando em Atlético, está lá outro renegado por Muricy e pela diretoria, Diego Tardelli, um grandíssimo talento que o São Paulo não teve paciência de esperar explodir de vez. E ainda no Galo está um leão do meio-campo, um cara que se mata em campo e amava o São Paulo, Renan. Vendo o futebolzinho de passarela e salto alto de Hernanes, dá raiva não termos um guerreiro como Renan. Um guerreiro que o ótimo Jean não sabe ser, incapaz que é de jogar duro (na bola) quando necessário,uma necessidade para um volante. Aliás, voltando a Hernanes, incrível como virou vedete inútil em tão pouco tempo e como é irritante a única e mesma jogada que tenta o tempo todo: um passe enjoado em que leva o pé um pouco atrás e tenta botar um efeito na bola.
Outro defeito de Muricy é o seu medo de apostar mais nos garotos da base. Ah, mas ele lançou Hernanes e Jean... Mas temos mais talentos esperando uma oportunidade e confiança. E não falo do meia Oscar, mas sim do atacante Henrique, que é muito mais hábil e guerreiro que Borges e Dagoberto juntos. E falo do lateral esquerdo Diogo, insinuante, forte, sem medo de partir para cima, bem diferente do futebolzinho inútil que o Junior Cesar vem jogando.
Chega de covardia, chega de desvirtuar a tradição ofensiva do São Paulo tão bem moldada nos anos Cilinho e Telê Santana. Chega de ficar jogando no erro do adversário ou levantando bola na área. Chega de falsos bons jogadores. Chega de erros estúpidos como avançar um Hernanes e perder o que ele tinha de melhor, a roubada de bola em que partia de trás, de surpresa. Chega de não ousar. Chega de basear quase todas as ações em um só jogador e uma só função: Jorge Wagner e seus cruzamentos. Chega desse futebolzinho tão feio e insosso.
Libertadores? Com esse time não passamos das quartas-de-final. Talvez nem das oitavas.

sábado, abril 18, 2009

O fim dos chiliques


"Chilique" quer dizer um ataque histérico ridículo. Surge sem sentido, por puro descontrole, ou quando a prepotência não aguenta ser vencida por alguém que o chiliquento considera inferior. Chilique é palavra cada vez mais presente nos últimos anos de Wanderley Luxemburgo, que não percebe que não dá para ser treinador de futebol e ter vários outros negócios ao mesmo tempo.
O que isso tem a ver com o seu Palmeiras completamente dominado pelo valente Santos? Falta a Luxemburgo a dignidade de assumir seus erros nas derrotas, e por isso, quando dá vexame, bota a culpa em todo mundo, menos nele. Hoje, o culpado pra ele, pra variar, foi o juiz. Gozado que na partida anterior, pela Libertadores contra o Sport, ele não falou nada do vergonhoso pênalti que o juiz inventou pro Palmeiras logo no comecinho do jogo...
Chilique lamentável e bizarro foi o que aprontou Diego Souza após cair na catimba do santista Domingos. Nunca tinha visto um cara ser expulso, e depois de quase estar indo pro vestiário, sair correndo, voltar a campo e dar um pontapé por trás no cara que tinha se envolvido na confusão com ele. Que a punição seja pesada, para acabar com a marra desses falsos craques como Diego Souza, que pensam poder fazer tudo o que quiserem.
Chilique deu uma palmeirense chata pra caramba, que ainda fala mais palavrão que bêbado corno, no bar onde eu estava na hora do gol do Madson, o minitampinha que deu um nó na defesa verde e no grande goleiro Marcão, que não merece aturar esse timinho do seu Palmeiras.
Chilique dá outro falso craque, o tal do K9, a cada vez que se atira, fugindo das divididas, e o juiz não cai na sua encenação.
Com tanto "pitis" verdes, o Santos deitou e rolou, especialmente na impressionante pressão que seus jogadores empreenderam no 1o. tempo, em pleno Parque Antártica, liderados pelo possuído Madson.
No Santos, baixinhos e moleques não pipocam. Vão é pra cima sem medo. Parecem a santista mais jovem, maloqueira e guerreira que eu conheço, minha aluna doida, Fernandinha. A moça que não para de falar no seu time, se vira vendendo bolos e doces na escola (tem tanta lábia e enche tanto o saco pra gent comprar que aposto que vende brigadeiro até pra diabético!) e ainda arruma tempo pra fazer todos os textos que seu professor pede na aula.
Parabéns à molecada santista e aos experientes de sempre, matador Kléber Pereira, Fabão gigante em decisões, e cia. E pode vibrar, galerinha da minha escola santista!

quinta-feira, abril 16, 2009

Dia 9

Rock and roll puro. Sem frescura. Roqueiros autênticos, que falam o que pensam e não estão nem aí para puxações de saco. Roqueiros que amam a vida e por isso brigam tanto. Por isso tocam e cantam algumas baladas com tanta alma. Toneladas de alma. Isto é Oasis. Tão intensos como um soco na cara que damos na vidinha banal, cheia de desamor. Os socos que viram gritos na multidão, gritos de beleza e libertação. Gritos por amor. Sally can´t wait. A vida não vai esperar mais. Tá mais do que na hora de buscar tudo o que podemos alcançar.

terça-feira, abril 14, 2009

Só um milagre agora


Só um milagre fará o São Paulo vencer - sem seu grande goleiro, líder, capitão, campeão e símbolo - o único campeonato que realmente interessa: a Libertadores. Tudo fruto da incompetência das últimas 48 horas de decisões absurdas de seu treinador e diretoria; e um pouco por culpa do próprio Rogério, que preferiu treinar em dia de folga (mas como culpá-lo, se há anos faz isso?).
O São Paulo sempre se vangloria de seu profissionalismo e planejamento diferenciados, que seriam causas importantes de muitas conquistas. Pois Muricy e cia. pisaram feio na bola duas vezes seguidas em um dia só. Primeiro no estúpido rachão que quebrou o tornozelo de Rogério. Por que o Rogério treinou em dia de folga??? “Ah, porque ele quis, é perfeccionista”, poderão dizer. Mas e o treinador? Não tem culhão pra mandar o Rogério aproveitar o dia de folga, descansar e se poupar?
Pouco depois, o planejamento e bom-senso foi pro saco de novo, com a decisão de levar um time reserva para o jogo da Libertadores na Colômbia. Péssima decisão, pois quanto menos pontos um time acumula nessa competição, mais duro será o adversário na 2ª fase e fases seguintes. A desculpa de Muricy e da diretoria é que o Paulistão agora é prioridade. Tudo culpa de outro erro, este recorrente na carreira do treinador no São Paulo: Ele é simplesmente incapaz de vencer mata-matas decisivos. Foi assim nas três últimas Libertadores. Foi assim em mais uma covarde atuação do São Paulo, ao jogar atrás quase o jogo todo contra o Corinthians, o que acabou com a justa vitória alvinegra nos descontos. Por causa do papelão domingo passado, agora se joga a campanha da Libertadores, que vinha sendo muito boa, pela janela???

Voltando a Rogério, reproduzo abaixo as palavras do colunista da ESPN Brasil, Marcelo Di Lallo, que mostra com detalhes o absurdo dos rachões:“Rogério Ceni não é a primeira vítima de um rachão, ou recreação, ou treino de reservas. Marcos já sofreu duas contusões em rachões no Palmeiras. Mas aí é que está a questão. Outros clubes, técnicos e jogadores já sofreram o mesmo problema.
Então pergunto:
- O que acrescenta o rachão?
- Por que expor Rogério Ceni, um titular, a um treino no dia seguinte de um clássico, onde falhou e com duas decisões na mesma semana?
- Por que ele não descansa? Mania de querer fazer tudo?
A verdade é que houve erro grave da comissão técnica em não poupar o jogador. Muricy Ramalho assina pela liderança do time. Errou feio! E o atleta também deveria ter a consciência de que o descanso, muitas vezes é um grande negócio, e não a constante exposição.
Os técnicos sempre reclamam do calendário e ao invés de realizaram treinos táticos para aprimorar conclusões e jogadas ensaiadas, preferem deixar o rachão rolar à vontade.
Rachão que racha! E que poderá ser fatal para o São Paulo neste primeiro semestre.
Uma dura lição!


Outro detalhe importante foi notado pelo editor do Lance, Marcelo Damato: o campo em que se joga o rachão está cheio de buracos. Portanto, mais dia menos dia, algo grave poderia acontecer ali. Marcelo lembra bem que isso jamais ocorreu nos anos Telê Santana, que fiscalizava cada campo e até tapava buracos quando os encontrava. Por que Muricy, que tanto afirma que seu nome é "trabalho, trabalho e trabalho" não se preocupa mais com os gramados do CT do São Paulo?

Só muita superação fará o São Paulo superar a perda de sua grande referência, Rogério. O problema é que, mesmo isso acontecendo, Muricy seguirá retrancando a equipe em todo jogo decisivo disputado fora de casa. E aí, meus amigos, tomaremos gols mortais no finzinho do Boca e outras fortes equipes. Os mesmos gols que já nos fizeram Grêmio e Fluminense nas últimas duas Libertadores. Caímos fora porque Muricy recuou demais o time e permitiu a pressão e classificação dos adversários.

Planos de Saúde

O plano é privado, e não é barato, mas foi vendido várias vezes e a cada nova empresa que o assume, piora. Hoje bateu o recorde. Além do hospital ser o mais vagabundo que já vi, o Pronto-Socorro era minúsculo, amontoando o pessoal numa salinha de espera minúscula. Espera longa, o médico (só um!) simplesmente tinha sumido. Quando o cara aparece, olha pra mim e pergunta, “Gripe sara como?”. Eu respondo: “Com tratamento e repouso”. O doutor em estupidez replica: “Sara sozinha”. Sensacional o “tato” do cara. Esse deve ter estudado “bastante” a relação médico-paciente.
Genial o cara. E clínico geral, serve pra quê então?, eu deveria ter perguntado. Depois de dois dias de dor de garganta, febre (baixa, mas febre), e a noite de ontem sem dormir, com tosse, mal estar e dor em toda a face perto do nariz, sinal de sinusite brava, o gênio do avental branco, quando dá o ar de sua graça, trata mal todos os seus pacientes. Sim, de fora eu escutava o chavão do cara: “Gripe sara sozinha”, fosse qual fosse a escala dos problemas do pessoal.
Pra piorar, o raio-x era tão vagabundo que a imagem ficou ruim e o cara teve que refazer. Disse que “agora tá bom”, mas a imagem é bem fraquinha, duvido que de qualidade. E a injeção então, tá doendo até agora em mim, e pior ainda numa senhora que saía de uma quimioterapia e gritou feio quando injetaram algo no braço dela. Por isso, me mandei antes de fazerem uma inalação - pois as condições de higiene do hospital, em bairro quase nobre de São Paulo, Pinheiros quase Vila Madalena – não me pareceram nada boas.
Ah, o cara só deu um dia de atestado médico e o os próximos dias eu que sare sozinho e me vire pra trabalhar.
O pior de tudo não foi o baixo nível do hospital e maternidade (conhecido por sofrer denúncias pesadas em partos e acompanhamentos de gestação mal feitos), mas a imbecilidade e frieza do médico.
Por isso escrevi essas linhas mal traçadas. Deveria estar de repouso, mas a raiva não deixa.